Cigana Fatima Amaya

Bandeira Cigana

***Não sabemos explicar muitos de nossos comportamentos mais expontâneos, porque fazem parte da nossa herança ancestral. Até que alguém acenda uma luz e nos diga claramente o porquê de detalhes que antes nem sequer notávamos.O extraordinário trabalho de pesquisa de Sándor Avraham é esta espécie de espelho, que nos deixa perplexos».

João Romano Filho (Sinto Estraxhari do Brasil)


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Cigana Fatima Amaya

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

BOLO CIGANO (CIGANOS DE PORTUGAL)

6 ovos
250 grs. de miolo de amêndoa, pelada e ralada
250 grs. de açúcar
100 grs. de chocolate em pó
1 chávena de doce de gila
Para os ovos moles
300 grs. de açúcar
1,5 dl de água
5 ovos inteiros
1 gema de ovo
1 colher de sobremesa cheia de maizena.

MODO DE PREPARAR
Unte uma forma redonda e lisa com manteiga, forre o fundo com papel vegetal e torne a untar.Bata muito bem os ovos com o açúcar até obter uma mistura fofa.Envolva bem sem bater, o chocolate, a amêndoa ralada e a gila.Deite o preparado na forma e leve ao forno moderado a cozer cerca de 45 a 50 minutos (este bolo não pode ficar demasiado seco, tem que ficar úmido).Depois de cozido, deixe arrefecer um pouco e desenforme. Depois de frio, barre todo o bolo com os ovos moles.

ARROZ CIGANO

3 xícaras de chá de arroz branco
6 xícaras de chá de água
2 maças-vermelhas grandes cortadas em pedaços sem casca.
250 gramas de passas sem caroço
250 gramas de queijo mussarela
2 bananas sem casca, cortadas em vertical e fritas no azeite doce
1 xícara de açúcar fino misturado com canela em pó.


MODO DE PREPARAR


Cozinhe o arroz com as passas e açúcar agosto.
Depois deste arroz cozido e frio; coloque em uma forma, ou tabuleiro ou em um pirex.
Em camadas a primeira de arroz, depois algumas fatias de banana frita e por cima das bananas um pouco de açúcar com canela em pó; em cima disso tudo algumas fatias de queijo mussarela.
A segunda camada coloque em cima do queijo mais um pouco de arroz, em cima do arroz algumas fatias fina de maçã, em cima das fatias de maça um pouco de açúcar misturado com canela e por cima algumas fatias de queijo.
Repita as camadas, terminando com o queijo mussarela.
Leve ao forno até derreter o queijo.

PÃO COM FRUTAS

1 kg de farinha de trigo integral
2 tabletes de fermento biológico
2 copos duplos de água morna
1 xícara de óleo
1 colher de chá de sal natural
4 colheres de sopa de açúcar mascavo
1 xícara de frutas cristalizadas cortadas
em pedaços pequenos
½ xícara de uva passa

MODO DE PREPARAR

Dissolver o fermento na água morna,
acrescentar o açúcar, a farinha, o óleo e o sal.
Amassar bastante. Misturar as frutas
e dividir a massa em 2 partes iguais.
Untar 2 fôrmas e colocar a massa
que deve atingir a metade da
altura da fôrma. Cobrir
e deixar crescer por 3 horas.
Assar em forno quente.

BISCOITO DE CANELA

2 ovos
1 e ½ xícara de chá rasa de farinha de trigo
4 colheres de sopa rasa de amido de milho
2 colheres de sopa rasa do Multi-Adoçante Lowçucar, ou Stevia Plus Lowçucar
2 colheres de sopa cheia de margarina light
2 colheres de chá rasa de fermento em pó
1 colher de chá rasa de canela

MODO DE PREPARAR
 
Junte todos os ingredientes em um recipiente e misture-os formando uma massa homogênea. Unte uma forma com margarina e farinha. Faça bolinhas apertando-as com um garfo.
Leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Frutas ciganas


Doces e suculentas, espalham-se generosamente sobre toalhas vermelhas, em festas alegres e cheias de música. Apaixonados por frutas, os ciganos as usam em todas as ocasiões, além de empregá-las em chás, banhos e mágicas poções. 
  • CONHEÇA O SIMBOLISMO DE ALGUMAS FRUTAS:

Maçã: ela aparece em todos os rituais ciganos e é usada como base de perfumes, banhos, óleos e poções. Nas festas de casamento, as mesas com toalhas vermelhas e enfeites dourados também devem ser forradas com essa fruta, pois ela simboliza o amor e a paixão. Mais: casamentos sem maçãs significam que o amor não durará para sempre. 

Pêras: são as frutas preferidas dos ciganos, junto com as maçãs. Entre os persas, acreditava-se que o seu sabor perdurava até depois da morte. Por isso a pêra também está ligada à imortalidade e à boa saúde, além, é claro, da prosperidade, pelo tom amarelo da fruta. 

Melancia: muito presente na decoração das festas, significa prosperidade (pela abundância de sementes) e fertilidade (pela cor vermelha do seu interior). 

Morango: mais uma fruta vermelha empregada em poções de amor. A cor vermelha e o sabor da fruta dão a energia necessária para conquistar o ser amado. É utilizada também para curar desilusões amorosas, em chás e poções. 

Abacates: os ciganos não têm dúvida em adoptar frutas de outros países, desde que sejam doces. É o caso do abacate, originário do México.
 
Uvas: se um cigano lhe der um cacho de uvas rosadas bem doces, saiba que ele quer se aproximar de você e ser seu amigo – ou talvez algo mais do que isso. Para eles, uvas e amizade andam sempre junto. Como em outras culturas, elas também são sinónimo de prosperidade. Os ciganos afirmam, convictos, que o costume de comer doze uvas no reveillon – uma para cada mês – é uma tradição originada entre eles, assim como o hábito de ter frutas secas na mesa de Natal. 

Figo: outro estimulante sexual (aberto, assemelha-se ao órgão genital feminino). Usado também como remédio para combater a depressão, a ansiedade e a falta de memória. 

Romã: uma fruta muito antiga. É empregada em chás e essências, como atrativo de dinheiro e felicidade. Em banhos ou talismãs, é garantia de fertilidade.

Damasco: é a fruta afrodisíaca por excelência, vinda dos países mediterrâneos. A sua cor, o laranja, traz vitalidade, fortalecendo a energia sexual. Os ciganos transformam os damascos em óleos aromatizantes, para envolver o casal apaixonado com o seu perfume. 


Amoras e framboesas: pela cor, significam paixões arrebatadoras. As folhas de framboesa são usadas sobre o corpo da mulher, para proporcionar um bom parto. Essas frutinhas também são utilizadas como ingredientes em poções afrodisíacas. 

Cereja: é uma das frutas fundamentais na decoração das mesas de noivado e casamento, pois significa o amor. Em poções e banhos, tem a função de atrair um parceiro. Os ciganos afirmam que as cerejas são diuréticas e calmantes. 

Melão: pode significar prosperidade e um casamento rico pela frente. A fruta veio da Ásia e faz parte da cultura cigana há muito tempo, muitas vezes substituindo a pêra. É usada na magia cigana para garantir a união da família. 


Amêndoas e castanhas: no ano-novo, as amêndoas são colocadas na carteira para atrair dinheiro. As castanhas são comidas para garantir o vigor sexual.
 

História de Santa Sara



  • HISTÓRIA

Segundo alguns historiadores, por volta dos anos 50 d.c,
uma embarcação teria cruzado os mares a partir de terras Palestinas
levando a bordo para fugir das perseguições de Roma
aos primeiros cristãos, um grupo de personagens bíblicos
Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus,
Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João,
Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximinio e Sara,
uma negra servadas mulheres santas e aportado em uma pequena ilha
situada em águas do Mediterrâneo.
Nesta ilha está construída a cidade de Saint Marie de La Mer,
erguida na foz do rio Ródano, região da Provença, sul da França .
Sara teria sido uma das primeiras convertidas ao cristianismo
e morrido a serviço de suas companheiras de viagem.
Outras versões são contadas, mais preferi citar essa por ser a mais popular
entre todas. considerada pela Igreja Católica como Santa de culto local ,
pois nunca passou pelos processo de canonização,
Sara esta liga da a história das tradições cristãs da Idade Média
e o assim chamado culto às virgens negras.
Não se conhece a razão exata que levou os ciganos a eleger
Santa Sara como sua padroeira.
Certo é que ela é a mais venerada Santa para os ciganos
e todo acampamento cigano conduz uma estátua da virgem negra
depositada num altar de uma das tendas cercadas por velas,
incenso, flores, frutas e alimentos.
Contam as lendas que os restos mortais de Sara foi encontrado por um rei
em 1448 e depositados na cripta da pequena Igreja de Saint-Michel
em Saint Maries de La Mer. Assim, todos os anos na madrugada
de 24 de maio milhares de ciganos de quase todas as regiões da Europa,
África, Oriente e dos quatro cantos do mundo,
reunem-se na pequena igreja de Saint-Michel em louvor
e homenagem a sua padroeira

Dança Cigana

Os ciganos adoram dançar.
A dança nasce com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano.
Desde criança os ciganos ouvem e dançam as seguidillas, a rumba, as alegrias e o flamenco - ritmos e sons tradicionais - produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania (acampamento).
Não existem ciganos profissionalizados através da dança cigana e sim aqueles que fazem apresentações apenas para divulgar esse lado tão belo e cheio de magia dessa tradição que a todos fascina.
A dança cigana não é portanto, encarada como um ofício pelos ciganos.
Montagens de balé e de óperas (como Carmen, de Bizet) são representadas por profissionais de balé não-ciganos (gadjes).
Ciganos não freqüentam academias nem aulas de dança, pois quando dançam, o fazem com a alma, o coração e os movimentos naturais do corpo, sem nenhuma coreografia pré-concebida.
Como diz Niffer Cortez (uma das poucas dançarinas ciganas) "Marcar uma coreografia, para o cigano, é prende-lo; é não dar liberdade para os seus movimentos".
Por outro lado, a Bibi Esmeralda (chefe do Grupo Kalemaskê Romae, de Pirituba/SP), é uma Puri (avó) de 65 anos e dança como uma jovem de vinte.
Se a colocassem dentro de uma coreografia, com certeza, cortariam grande parte da emoção espontânea e do inestimável encanto que ela nos transmite quando dança com toda a sua desenvoltura, arte e beleza.
A história da dança oriental está intimamente ligada à história dos ciganos.
Eles vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia.
O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia.
Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:
Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia / Kauli no AfganistHá mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se dividiram em vários grupos:
1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul), percorrendo a Sérvia e a Itália.
2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris até o norte da Espanha
3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia
4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia
Tanto o povo cigano como o andaluz eram um orgulhosos por manter suas tradições.
Eram muito individualistas e leais à instituição familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco.
Esta palavra "flamenco" designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe das palavras "fellahu" e "mengu", que significava "o camponês errante".
A sociedade espanhola associava a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana.
Tal estilo incluía a arte da música flamenca, a dança e a touradaão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia / Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.
Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas contra eles.
Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois eles eram espertos.
A cultura dos ciganos é tida como uma cultura de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa., pois sua vida real só era manifestada entre eles.
Para o mundo de fora, só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava realmente.
Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de todos os modos.
Assim, aproveitavam as apresentações de música e de dança por todos os lugares que passavam, levando seus ritmos e músicas que mesclavam-se com os da cultura local.
Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas para a Andaluzia.
Pode-se ouvir a nítida influência árabe na música flamenca, e também na dança, os movimentos de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções, são de natureza árabe.
Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia.
Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco".
O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central,
Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantém na altura dos ombros.
Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.