Cigana Fatima Amaya

Bandeira Cigana

***Não sabemos explicar muitos de nossos comportamentos mais expontâneos, porque fazem parte da nossa herança ancestral. Até que alguém acenda uma luz e nos diga claramente o porquê de detalhes que antes nem sequer notávamos.O extraordinário trabalho de pesquisa de Sándor Avraham é esta espécie de espelho, que nos deixa perplexos».

João Romano Filho (Sinto Estraxhari do Brasil)


Seguidores

Cigana Fatima Amaya

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador 17 Dança Cigana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 17 Dança Cigana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dança Cigana

Os ciganos adoram dançar.
A dança nasce com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano.
Desde criança os ciganos ouvem e dançam as seguidillas, a rumba, as alegrias e o flamenco - ritmos e sons tradicionais - produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania (acampamento).
Não existem ciganos profissionalizados através da dança cigana e sim aqueles que fazem apresentações apenas para divulgar esse lado tão belo e cheio de magia dessa tradição que a todos fascina.
A dança cigana não é portanto, encarada como um ofício pelos ciganos.
Montagens de balé e de óperas (como Carmen, de Bizet) são representadas por profissionais de balé não-ciganos (gadjes).
Ciganos não freqüentam academias nem aulas de dança, pois quando dançam, o fazem com a alma, o coração e os movimentos naturais do corpo, sem nenhuma coreografia pré-concebida.
Como diz Niffer Cortez (uma das poucas dançarinas ciganas) "Marcar uma coreografia, para o cigano, é prende-lo; é não dar liberdade para os seus movimentos".
Por outro lado, a Bibi Esmeralda (chefe do Grupo Kalemaskê Romae, de Pirituba/SP), é uma Puri (avó) de 65 anos e dança como uma jovem de vinte.
Se a colocassem dentro de uma coreografia, com certeza, cortariam grande parte da emoção espontânea e do inestimável encanto que ela nos transmite quando dança com toda a sua desenvoltura, arte e beleza.
A história da dança oriental está intimamente ligada à história dos ciganos.
Eles vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia.
O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia.
Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:
Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia / Kauli no AfganistHá mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se dividiram em vários grupos:
1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul), percorrendo a Sérvia e a Itália.
2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris até o norte da Espanha
3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia
4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia
Tanto o povo cigano como o andaluz eram um orgulhosos por manter suas tradições.
Eram muito individualistas e leais à instituição familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco.
Esta palavra "flamenco" designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe das palavras "fellahu" e "mengu", que significava "o camponês errante".
A sociedade espanhola associava a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana.
Tal estilo incluía a arte da música flamenca, a dança e a touradaão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia / Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.
Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas contra eles.
Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois eles eram espertos.
A cultura dos ciganos é tida como uma cultura de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa., pois sua vida real só era manifestada entre eles.
Para o mundo de fora, só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava realmente.
Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de todos os modos.
Assim, aproveitavam as apresentações de música e de dança por todos os lugares que passavam, levando seus ritmos e músicas que mesclavam-se com os da cultura local.
Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas para a Andaluzia.
Pode-se ouvir a nítida influência árabe na música flamenca, e também na dança, os movimentos de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções, são de natureza árabe.
Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia.
Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco".
O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central,
Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantém na altura dos ombros.
Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.

terça-feira, 24 de maio de 2011

"A DANÇA CIGANA"




vem desde o princípio do mundo ... ela esconde um mistério de MAGIA que temos dentro de nós ...
Essa magia desperta e cresce com a descontraçao de nossos movimentos. Quando levantamos nossas mão em ondulações ou "rodopiamos" nossas amplas saias, já estamos em contato com as energias do "UNIVERSO".
Quando dançando, pisamos firme no chão com os pés descalços, estamos recebendo a energia do elemento Terra, que irá nos dar força para os desafios da vida ...
Os passos da Dança Cigana, quer sejam com as mãos, com os pés, com a cabeça, ombros, ou com a saia, dever ser firmes, fortes e desafiantes ... Assim, vamos dançar com toda a força de nossa intuição, despertando a MAGIA que temos dentro de nós ... Não há idade para este "exercío de alegria" Ele é poderoso quando praticado ... Nasceu da necessidade de dar formas aos nossos desejos e aos apelos às "FORÇAS SUPERIORES".
A alegria da DANÇA CIGANA leva a força do sorriso de nosso coração, tornando nossos desejos realidade ... Chame aquilo que quer, com os volteios de suas mãos, com meneios de seus ombros e com a alegria de quem já o possui.
Dance e acenda a fogueira de seu coração tendo a certeza de que ninguém pode impedir que você consiga o que quer, desde que o faça com a melhor intenção ... Venha ... Vamos Dançar ... Solte seu corpo, remexa seus quadris, ondule suas mãos, rodopie sua saia, solte as amarras que você tem e liberte seu coração ... Esta é a primeira "MAGIA" a aprender dos muitos Sortilégios Ciganos ... O Sol e a Lua vêm Dançar com Você ...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dança Cigana III

“No acampamento tudo é agitação... os homens montam a fogueira, preparam o vinho e afinam seus violinos e acordeons. As mulheres enfeitam as mesas, carroções, preparam suas roupas, pandeiros, fitas, lenços... No ar, o delicioso aroma de suas receitas especiais espalha por todo lado o cheiro de festa. A noite será longa... os ciganos se reúnem mais uma vez, para comemorar... a vida!!!”
Quem nunca viu essa cena em sua mente? Poderia ser uma lembrança de um filme talvez, ou quem sabe, a saudade de um lugar, de um povo...Saudades deixadas há muito, no tempo e no espaço...
A tradição cigana é cheia de mistérios e um dos mais facilmente reconhecido é o mistério da dança, que junto com a música desse povo...Enfeitiça...
A dança para os ciganos é uma forma de liberar as emoções interiores, de dar vazão aos sentimentos e intimas necessidades através de movimentos corporais. Ou porque esta feliz e quer festejar, brincar e se divertir, ou porque esta querendo agradar e agradecer aos deuses.
Os ciganos têm na dança uma de suas mais várias e exuberantes formas de expressão, tirando dos passos, dos volteios do corpo, do rodar, do meneio de suas cabeças e mãos, uma alegria contagiante e uma vivacidade talvez única.
O bater das castanholas, do som das palmas que espantam a negatividade. Este é o verdadeiro dançar da alma “A DANÇA CIGANA”.
O homem quando dança com as mulheres apenas reforça, com a sua presença as figuras femininas, pois é uma proteção para elas.
Os ciganos dançam nas festas, a dança é livre, sem regras. Cada um se diverte como quer, nunca se esquecendo o recato, os limites entre homens e mulheres.
Brincos e pulseiras a tilintar, saias coloridas e pés descalços a rodopiar, mão em volteios estonteantes como o brilho nos olhos da cigana...Cena que contagia a todos, e nesse momento, a magia é tão presente que tudo parece parar para reverenciar a vida que pulsa forte em cada acorde de música...Não há tempo nem espaço, há apenas, à vontade de dançar... É a alegria do reencontro.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dança Cigana II


Os ciganos adoram dançar. A dança nasce com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano. Desde criança os ciganos ouvem e dançam as seguidillas, a rumba, as alegrias e o flamenco - ritmos e sons tradicionais - produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania (acampamento).

Não existem ciganos profissionalizados através da dança cigana e sim aqueles que fazem apresentações apenas para divulgar esse lado tão belo e cheio de magia dessa tradição que a todos fascina.

A dança cigana não é portanto, encarada como um ofício pelos ciganos. Montagens de balé e de óperas (como Carmen, de Bizet) são representadas por profissionais de balé não-ciganos (gadjes). Ciganos não freqüentam academias nem aulas de dança, pois quando dançam, o fazem com a alma, o coração e os movimentos naturais do corpo, sem nenhuma coreografia pré-concebida.

Como diz Niffer Cortez (uma das poucas dançarinas ciganas) "Marcar uma coreografia, para o cigano, é prende-lo; é não dar liberdade para os seus movimentos". Por outro lado, a Bibi Esmeralda (chefe do Grupo Kalemaskê Romae, de Pirituba/SP), é uma Puri (avó) de 65 anos e dança como uma jovem de vinte. Se a colocassem dentro de uma coreografia, com certeza, cortariam grande parte da emoção espontânea e do inestimável encanto que ela nos transmite quando dança com toda a sua desenvoltura, arte e beleza.

A história da dança oriental está intimamente ligada à história dos ciganos. Eles vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia. O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia. Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio.

Dança Cigana I


Ao dançar os ciganos expressam sentimentos de alegria, poesia, romantismo e felicidade.
Os ciganos adoram dançar. A dança nascem com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a vida. Desde criança os ciganos ouvem dançam, a rumba, as alegrias e o flamenco - ritmos e sons tradicionais- produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania ( acampamentos).
Os ciganos mantém na memória o mundo mágico das eternas caravanas que deixaram marcas nas estradas de muitas vidas.
Eles não freqüentam academias, nem aulas de dança, pois quando dançam o fazem com a alma, o coração que suplanta toda e qualquer norma ou regra, os movimentos são naturais do corpo, sem nenhuma coreografia. A dança é uma alegria contagiante e uma vivacidade única.
Não podemos falar que existe uma dança cigana, mas uma forma de dançar do povo cigano, que é leve, livre, criativa, insinuante e cheia de ardor e calor humanos.